A compra do cinema Império em Lisboa
Já com um número de fiéis consolidado, a igreja decidiu que estava na altura de abrir um grande templo, de dimensões consideráveis, que servisse de sede nacional para o culto. Debaixo de olho estava já um edifício emblemático da cidade de Lisboa: o cinema Império, na alameda D. Afonso Henriques, que tinha deixado de funcionar como cinema no final da década de 80. Macedo deu ordens para que a IURD em Portugal comprasse o edifício, mas o negócio não correu bem na primeira vez, já que a Lusomundo mantinha um projeto para construir ali um centro comercial.

O cinema Império, em Lisboa, antes e depois de ter sido adquirido pela IURD para ali instalar a sede nacional da igreja
Quando a câmara de Lisboa não aprovou o projeto para a instalação do centro comercial, a IURD tornou a apresentar uma proposta de compra e acabou por fechar o negócio, comprando o imóvel por dois milhões de contos (dez milhões de euros), que terão sido pagos em dinheiro.
No ano seguinte, Edir Macedo esteve em Portugal para o primeiro evento de grandes dimensões no país, à semelhança dos vários que ia protagonizando no Maracanã, no Brasil. Em dezembro de 1993, contava a revista Visão, Macedo conseguiu convencer Valentim Loureiro — na altura presidente do Boavista e candidato do PSD à câmara de Gondomar — a fazer-lhe um desconto no aluguer do Estádio do Bessa: pagou apenas 800 contos para usar o estádio, em vez dos habituais mil, com a promessa de “não estragar a relva”.
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