IURD - Escândalos da Igreja Universal

O lado oculto da IURD você encontra aqui.

Recent Tube

terça-feira, 14 de agosto de 2018

MOMENTO 2: Edir Macedo. Os 15 momentos polêmicos na vida do milionário que fundou a IURD

.2 - O “chefe” de quem não se fala na TV
Os lucros da Record aumentaram exponencialmente, muito graças ao dinheiro que a IURD lá coloca para pagar algumas horas de emissão diárias, vindo dos dízimos pagos pelos fiéis. Edir Macedo diz que tudo o que faz com a Record e a IURD é puramente para fins religiosos, mas os seus detratores acusam o dono da rede televisiva — a segunda mais importante do Brasil, a seguir à Globo — de apenas usar a IURD para financiar a Record e, assim, enriquecer.
“A igreja paga milhões à Record, muito mais do que o valor da programação, para que ele possa expandir a sua cadeia de televisão. Ele [Edir Macedo] usa um artifício legal para uma coisa injusta”, acusa Silas Malafaia, pastor e líder do movimento Vitória em Cristo, da Assembleia de Deus, um dos mais conhecidos pastores do país e assumidamente opositor de Macedo, em declarações citadas pela Bloomberg.
Apesar de uma liderança discreta — a TV Record é uma televisão generalista onde nem sempre está em evidência o facto de pertencer à IURD –, a figura de Edir Macedo é uma espécie de tabu na estação. Basta olhar para o talk show de Fábio Porchat, fundador da Porta dos Fundos e um dos mais conhecidos humoristas brasileiros, no canal. Em ano e meio de emissões, o humorista, conhecido por fazer piadas com figuras públicas brasileiras, fez apenas duas referências, ambas implícitas, ao dono da cadeia.
Na primeira vez, logo no programa de estreia, o “chefe” é apresentado, numa piada, como uma figura sombria, de quem se tem medo.
A segunda, numa espécie de consultório com o apresentador Ronnie Von, em que são lidas várias cartas de cidadãos “comuns”: o senhor Luiz Inácio (primeiro nome de Lula da Silva), o senhor Michel (Temer) e o senhor Edir. A referência a Edir teve enorme repercussão na imprensa brasileira: Fábio Porchat brincava com Edir Macedo, considerado “intocável” na estação.

Graças à fortuna que acumulou ao longo dos anos com a Record, o líder da IURD é hoje um dos empresários mais ricos do Brasil. Voa em jato privado, usa um luxuoso apartamento em Miami e conquistou um lugar no ranking dos multimilionários da revista Forbes. Mas continua a exigir a todos os fiéis que paguem o dízimo — ou seja, 10% dos seus rendimentos — à igreja. O dinheiro, aliás, é um tema recorrente nas suas pregações. “Dar o dízimo é estar no altar de Deus, tal como Jesus foi o dízimo de Deus para a humanidade”, disse o bispo, num dos seus sermões.