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domingo, 19 de agosto de 2018

MOMENTO 7: Edir Macedo. Os 15 Momentos Polémicos Na Vida Do Milionário Que Fundou A IURD

Um pastor denuncia um esquema financeiro

Em 2011, a justiça brasileira abriu um novo processo contra Edir Macedo e outros três líderes da IURD, novamente por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O Ministério Público também queria uma acusação por estelionato contra os fiéis, mas o tribunal acabou por não considerar esse crime. No centro da ação movida pelo Ministério Público esteve o procurador Sílvio Oliveira. Segundo o Estadão, o procurador argumentou que os fiéis foram iludidos com o “oferecimento de falsas promessas e ameaças de que o socorro espiritual e económico somente alcançaria aqueles que se sacrificassem economicamente pela igreja”.
Na acusação, o procurador denunciava como o dinheiro dos dízimos ia diretamente para as tais empresas em paraísos fiscais e regressava diretamente para as mãos dos bispos, para adquirirem participações em empresas ligadas à comunicação social. “É assim que o dinheiro doado pelos seguidores da Igreja Universal do Reino de Deus, através de engenharia financeira enganosa, acabou por se transformar em ações de empresas de rádio e televisão”.
Um dos chamados pastores da IURD cujos nomes foram utilizados sem consentimento nestas operações financeiras, Waldir Abrão, denunciou todo o esquema em 2009. Num depoimento em tribunal, Abrão disse que o seu nome foi usado em pelo menos 20 empréstimos fictícios: o dinheiro terá vindo do estrangeiro, de uma empresa offshore, e servido para financiar a compra de uma estação de televisão em Goiânia. Waldir Abrão, que tinha sido diretor da IURD na década de 80 e vereador no Rio de Janeiro, revelou às autoridades todo o esquema alegadamente utilizado pela igreja para aumentar o seu património.
Waldir Abrão disse que o seu nome foi usado em pelo menos 20 empréstimos fictícios: o dinheiro veio do estrangeiro, de uma empresa offshore, e serviu para financiar a compra de uma estação de televisão em Goiânia.
Uma semana depois de ter prestado estas declarações, o antigo pastor foi encontrado inconsciente no corredor do prédio onde vivia, no Rio de Janeiro. Como relatou a Folha de São Paulo, Abrão estava caído no chão com um ferimento na cabeça. Foi transportado para o hospital, onde viria a morrer dois dias depois. A polícia ainda investigou a morte do antigo religioso, mas sem conclusões.
Além dos alegados esquemas financeiros que passavam pelas empresas offshore, a IURD terá operado também, durante mais de uma década, um suposto esquema de desvio de fundos a partir de Portugal. A denúncia foi feita pelo antigo bispo Alfredo Paulo Filho, que foi responsável pela IURD em Portugal (e que agora também protagoniza algumas das denúncias na reportagem “O Segredo dos Deuses”, da TVI). Segundo o ex-bispo, a igreja criou uma rota ilegal para trazer dinheiro de Angola para Portugal e, posteriormente, enviá-lo para o Brasil.
“O governo de Angola não permitia tirar dinheiro de lá e a igreja em Angola era mais forte que em Portugal”, disse Alfredo Paulo Filho à Folha de São Paulo. Por isso, segundo ele, o dinheiro dos dízimos dos milhares de fiéis da IURD vinha dentro do jato privado de Edir Macedo até Portugal, onde era depositado na conta da igreja como se fossem ofertas dos fiéis portugueses. O caso avançou para a justiça, mas no sentido oposto, com a igreja a mover um processo contra o ex-bispo por calúnia e difamação. Tudo porque Alfredo Filho Paulo não tinha provas do alegado esquema em que participou. “Minha prova sou eu. Participei e vi”, garantiu.
Conteúdo site OBSERVADOR